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Salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621: veja o impacto no bolso do trabalhador

Reajuste de 6,78% garante ganho real no papel, mas inflação e custo de vida corroem os efeitos para trabalhadores
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O governo federal confirmou que o salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação aos R$ 1.518 de 2025. O reajuste de 6,78% segue a política oficial de valorização do piso, que considera a inflação do ano anterior (INPC) e o crescimento do PIB de dois anos antes.

No papel, trata-se de ganho real, mas na prática a realidade é outra. Alimentos, transporte, energia e serviços seguem em patamares elevados, corroendo boa parte do aumento. Para quem vive apenas com o salário mínimo, o reajuste mal cobre o custo de vida, especialmente em cidades grandes e regiões mais caras.

Benefícios e adicionais

O novo piso reajusta também benefícios previdenciários e adicionais, como o adicional de insalubridade, que vai variar de R$ 162,10 a R$ 648,40, dependendo do grau de exposição do trabalhador a condições nocivas à saúde.

Mesmo assim, muitos trabalhadores relatam que o salário mínimo continua insuficiente para cobrir despesas básicas. O ganho real dificilmente se traduz em melhoria concreta na qualidade de vida. Especialistas alertam: diante da inflação persistente e do aumento constante de preços, o reajuste é mais simbólico do que efetivo.

Diferença entre aumento nominal e realidade

A promessa de valorização é positiva, mas a diferença entre o aumento nominal e o poder de compra real ainda preocupa. Comércios, mercados e serviços seguem reajustando preços. Para muitos, a sensação é que “o aumento some na primeira semana do mês”.

Aposentados e pensionistas que dependem do piso também sentem o impacto da inflação acumulada e do aumento de tarifas e energia. Ganhos salariais só são efetivos quando vêm acompanhados de políticas públicas que controlam preços, melhoram transporte e garantem subsídios estratégicos, algo que não está no horizonte do governo.

Impacto real para os trabalhadores

O salário mínimo de R$ 1.621 representa um avanço formal, mas a vida real dos trabalhadores continua difícil. Entre contas, transporte e alimentação, o aumento não acompanha a realidade do país. A pergunta que fica: reajuste nominal é suficiente quando tudo ao redor continua caro?

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