Trabalhadores da Unidade de Saúde Conceição, em Porto Alegre, realizaram um protesto nesta terça-feira (28) contra a precarização da Unidade de Saúde Conceição. Pacientes, usuários do serviço e representantes do Conselho Local de Saúde também participaram da mobilização, que contou com apoio da Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC).
O ato começou em frente à unidade. No local, trabalhadores e usuários relataram publicamente os problemas enfrentados no dia a dia. Eles denunciaram a deterioração da estrutura física, vazamentos, falta de água, ausência de climatização e escassez de insumos básicos, como seringas e papel toalha.
Estrutura precária afeta atendimento
O prédio que abriga a unidade não possui alvará e apresenta condições visivelmente deterioradas. Embora o espaço tenha sido pensado como provisório, o serviço funciona ali há cerca de 20 anos. Atualmente, a unidade atende mais de 23 mil pacientes, o que amplia os impactos da precarização da Unidade de Saúde Conceição tanto para trabalhadores quanto para a população.
Segundo os participantes do protesto, a situação compromete diretamente a qualidade do atendimento. Além disso, os profissionais relatam sobrecarga e dificuldades para executar procedimentos básicos por falta de materiais e condições adequadas de trabalho.
Caminhada até a sede do GHC
Após a atividade inicial, o grupo seguiu em caminhada até a sede administrativa do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). O objetivo foi cobrar diálogo com a direção. Apesar de um momento de tensão com a segurança, a administração recebeu uma comissão formada por trabalhadores, usuários, representantes da ASERGHC e do Conselho Local de Saúde.
O diretor Administrativo e Financeiro do GHC, João Constantino Pavani Motta, e a gerente de Atenção Primária à Saúde, Gerusa Bittencourt, ouviram os relatos e as reivindicações. Durante a reunião, a gestão afirmou que pretende avançar na construção de uma nova unidade em um terreno já liberado pela Prefeitura de Porto Alegre. No entanto, não apresentou prazos para o início ou a conclusão da obra.
Reivindicações emergenciais e cobrança por prazos
A comissão entregou uma lista de medidas emergenciais para reduzir os impactos imediatos da crise e garantir o funcionamento mínimo da unidade atual. Entre as demandas, estão melhorias estruturais urgentes, regularização do abastecimento de água e reposição de insumos essenciais.
Os trabalhadores destacaram que já ouviram promessas semelhantes em outras ocasiões. Por isso, reforçaram que vão manter a mobilização e acompanhar de forma permanente os compromissos assumidos pela direção do GHC.
Defesa do SUS e das condições de trabalho
Ao final do ato, os participantes criaram uma comissão permanente com representantes dos trabalhadores, dos usuários, do Conselho Local de Saúde e da ASERGHC. O grupo ficará responsável por cobrar respostas concretas, prazos definidos e soluções efetivas para a precarização da Unidade de Saúde Conceição.
Para os manifestantes, a luta por condições dignas de trabalho está diretamente ligada à defesa de um Sistema Único de Saúde (SUS) público, seguro e de qualidade. Eles afirmam que garantir estrutura adequada e valorização profissional é essencial para oferecer atendimento respeitoso e eficiente à comunidade.
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