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Câmara aprova regulamentação da profissão de árbitro esportivo no Brasil

Profissionalização garante direitos trabalhistas, previdência e segurança para árbitros, assistentes e VAR
Câmara aprova regulamentação da profissão de árbitro esportivo no Brasil

A profissão de árbitro esportivo deu um passo histórico no Brasil. A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1363/24, que regulamenta a carreira e assegura direitos trabalhistas e previdenciários a árbitros, assistentes, profissionais de vídeo (VAR) e outros integrantes da arbitragem.

Com a regulamentação, os árbitros passam a ter garantias como: FGTS, INSS, férias remuneradas, 13º salário e proteção contra demissão sem justa causa. Além disso, será criado o Conselho Nacional de Arbitragem Esportiva, responsável pelo registro profissional, fiscalização, código de ética e padronização da formação.

Fim da instabilidade financeira

Hoje, a maioria dos árbitros trabalha de forma autônoma, recebendo apenas por partida, sem vínculo empregatício ou direitos garantidos. A situação gera insegurança financeira, falta de proteção em caso de lesão e ausência de aposentadoria. Com a regulamentação, os profissionais terão segurança jurídica e estabilidade, essenciais para o crescimento da carreira.

Formação e registro obrigatórios

Para atuar oficialmente, será exigido:

  • Formação específica reconhecida por federações ou confederações;
  • Registro no Conselho Nacional de Arbitragem Esportiva;
  • Atualizações periódicas e avaliações de desempenho;
  • Cumprimento de código de ética, que exige imparcialidade, integridade e respeito aos atletas e comissões técnicas.

A regulamentação contempla todos os profissionais da arbitragem, incluindo árbitros assistentes, VAR, cronometristas, anotadores e demais colaboradores. O objetivo é profissionalizar a atividade em todas as modalidades esportivas, do futebol ao basquete, vôlei e esportes olímpicos.

Direitos trabalhistas na prática

Se o projeto virar lei, os árbitros terão:

  • Salário fixo ou pagamento mínimo garantido por partida;
  • 13º salário, férias remuneradas e direito de vender parte das férias;
  • INSS e FGTS devidamente recolhidos;
  • Aposentadoria por tempo de contribuição, auxílio-doença e pensão por morte;
  • Seguro contra acidentes de trabalho e estabilidade em situações específicas.

Desafios da regulamentação

Algumas entidades esportivas alertam para:

  • Aumento de custos com encargos trabalhistas;
  • Possível burocracia e excesso de regras;
  • Adequação de árbitros já em atividade e impacto em federações menores;
  • Harmonização com normas internacionais e competições estrangeiras.

Apesar dos desafios, a categoria celebra a valorização profissional, a segurança jurídica e a padronização das regras, com expectativa de melhoria na remuneração e nas condições de trabalho.

Comparação internacional

No exterior, países como Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Espanha e Itália já têm árbitros profissionais com contratos fixos, benefícios trabalhistas e carreira estruturada. A regulamentação brasileira busca profissionalizar a arbitragem, aumentando qualificação e credibilidade do esporte nacional.

Próximos passos

O projeto segue para outras comissões da Câmara, votação no Plenário e envio ao Senado Federal. A aprovação na Comissão de Trabalho representa um passo decisivo para reconhecer a arbitragem como carreira profissional e garantir direitos históricos aos árbitros brasileiros.

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