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Sindimetrô-RS debate direito à cidade durante Conferência Antifascista em Porto Alegre

Atividade autogestionada coloca tarifa zero e defesa do transporte público no centro do debate
Sindimetrô-RS debate direito à cidade durante Conferência Antifascista em Porto Alegre

Em meio à realização da 1ª Conferência Internacional Antifascista, em Porto Alegre, o Sindimetrô-RS promove uma atividade autogestionada para discutir um tema central para a classe trabalhadora: o direito à cidade e o futuro do transporte público.

O debate ocorre em um cenário de avanço das propostas de privatização da Trensurb e de ataques recorrentes ao sistema de mobilidade urbana, marcados pelo aumento de tarifas, precarização dos serviços e retirada de direitos. Para o sindicato, o que está em disputa vai muito além da gestão de um sistema: trata-se do acesso da população à própria cidade.

A atividade propõe uma reflexão crítica sobre o modelo atual de transporte, questionando a lógica que subordina um serviço essencial ao lucro. Nesse contexto, a tarifa zero é apresentada como uma alternativa concreta e já em expansão no país, apontando para um projeto de cidade mais inclusivo e alinhado aos direitos sociais.

A discussão também abordará os impactos econômicos da gratuidade no transporte. Em municípios brasileiros onde a tarifa zero já foi implementada, o aumento no número de passageiros tem sido acompanhado pela dinamização das economias locais, já que os recursos que antes eram destinados ao pagamento de passagens passam a circular em outros setores.

Além disso, o encontro reforça a importância da defesa das empresas públicas de metrô e da manutenção de sistemas de transporte sob controle estatal, como forma de garantir qualidade, acesso universal e compromisso com o interesse coletivo.

A atividade acontece no dia 27 de março, às 14h, no Centro de Eventos Barros Cassal, na capital gaúcha, e integra a programação da conferência. A expectativa é reunir trabalhadores, militantes e participantes do evento em um debate que articula mobilidade urbana, direitos sociais e resistência política.

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Em um contexto de ofensiva contra os serviços públicos, a iniciativa busca fortalecer a organização coletiva e construir alternativas que coloquem o transporte a serviço da população — e não do mercado.