Começa nesta quinta-feira (26), em Porto Alegre, a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos. O evento, que segue até o dia 29 de março, reúne milhares de militantes, sindicalistas, organizações sociais e lideranças políticas de diferentes países em uma articulação global contra o avanço da extrema direita.
A abertura ocorre com uma marcha no centro da capital gaúcha, marcando o caráter de mobilização popular da conferência, que nasce como um “ato político urgente de resistência coletiva” diante da escalada autoritária em diversas partes do mundo.
Mobilização internacional
Com mais de 3,5 mil inscritos de cerca de 30 países, a conferência consolida Porto Alegre como um dos principais polos de articulação política internacional neste momento.
Participam do encontro movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e organizações populares da América Latina, Europa, África e Ásia, com o objetivo de construir respostas comuns à ofensiva neofascista em escala global.
A iniciativa retoma o espírito de articulações internacionais que marcaram a cidade, como o Fórum Social Mundial, apostando novamente na unidade entre diferentes setores da classe trabalhadora e dos movimentos populares.
Debates e construção de agenda comum
Ao longo dos quatro dias, a programação inclui conferências, plenárias, oficinas e mais de uma centena de atividades autogestionadas.
Os debates abordam temas centrais da conjuntura internacional, como:
- avanço da extrema direita
- imperialismo e soberania dos povos
- mudanças climáticas
- lutas feministas, antirracistas e da classe trabalhadora
A proposta é construir uma agenda comum de enfrentamento, conectando lutas locais com estratégias internacionais de resistência.
Unidade como estratégia
Organizada por uma ampla frente que reúne entidades sindicais, partidos e movimentos sociais, a conferência aposta na unidade como eixo central para enfrentar o cenário atual.
A avaliação dos organizadores é de que o crescimento de forças autoritárias exige respostas articuladas entre diferentes setores da sociedade, combinando mobilização de rua, organização política e solidariedade internacional.
Ao longo dos próximos dias, Porto Alegre se transforma, assim, em um ponto de encontro global da luta antifascista — com o desafio de transformar debate em ação concreta.
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